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Ministro volta a negar risco de racionamento de energia

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, voltou a negar o risco de que seja adotado o racionamento de energia no país apesar da crise hídrica deste ano. Em audiência pública virtual na Câmara, nesta quarta-feira (23), ele disse que o governo não trabalha com a hipótese de racionamento, pois o setor elétrico está em monitoramento 24 horas.

Albuquerque citou que foram adotadas “medidas para que nós não percamos o controle do sistema, não tenhamos risco de interrupção do fornecimento de energia nos horários de pico de demanda; não queremos chegar em 2022 com uma forte dependência do período úmido”.

Ele voltou a listar ações implementadas desde o ano passado, como acionamento de geração de energia por meio de usinas térmicas, importação de energia do Uruguai e da Argentina, além de campanha para uso consciente de energia e água. Na terça (22), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que o Brasil terá que passar por um “período educativo” de racionamento de energia para evitar uma “crise maior”.

Segundo Lira, o diagnóstico foi feito pelo ministro de Minas e Energia, em uma reunião na semana passada.

Mais tarde, em uma rede social, Lira voltou a abordar o assunto. “Falei há pouco com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que esclareceu que a Medida Provisória não irá trazer qualquer comando relativo ao racionamento de energia”, escreveu. “Será feito o incentivo ao uso eficiente da energia pelos consumidores de maneira voluntária.” Diante da fala de Lira, o Ministério de Minas e Energia reafirmou, através de sua assessoria, posicionamento em que nega a possibilidade de racionamento.


Há, porém, uma minuta de MP (medida provisória) em estudo pelo governo que dá poderes a grupo interministerial para decidir sobre vazão de rios e abre espaço para racionamento.

O Estado

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