CEARÁDESTAQUES

PF apura esquema que desviou dinheiro do combate à pandemia em Maranguape

Operação investiga fraudes em contratos envolvendo mais de R$ 3 milhões em verbas federais

A Polícia Federal (PF) cumpre 10 mandados de busca e apreensão para investigar fraudes em contratos envolvendo mais de R$ 3 milhões em verbas federais que seriam destinadas para o combate à pandemia, em Maranguape. A Operação Soroche ocorre em Fortaleza e no próprio município, na manhã desta quinta-feira (24). 

Conforme a PF, cerca de 50 policiais federais e seis servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) realizam as buscas nas casas dos investigados. A operação decorre de Inquérito Policial instaurado em junho de 2020.

O objetivo é a apurar crimes de corrupção, malversação/desvio de recursos públicos federais e fraude em procedimento de dispensa de licitação, no contexto do enfrentamento ao coronavírus em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A investigação policial apontou ainda prejuízos aos cofres públicos superiores a R$ 3 milhões de reais, tendo sido autorizado pela Justiça Federal o bloqueio desses valores em contas dos investigados. O nome da operação faz alusão ao sofrimento físico em lugares com altas altitudes. 

As investigações continuam com análise do material apreendido na operação policial e do fluxo financeiro dos suspeitos. 

A Polícia Federal concederá coletiva para detalhar a ação ainda nesta manhã.  

O que foi detectado

Auditoria da CGU e investigação da Polícia Federal identificaram indícios de fraudes na escolha das empresas contratadas em dispensas de licitação; ausência de capacidade operacional e/ou técnica das empresas; empresas de fachada; movimentação financeira suspeita; conluio entre as empresas para burlar a licitação e sobrepreço nos equipamentos adquiridos.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, ordenação de despesa não autorizada por Lei e organização criminosa, e, se condenados poderão cumprir penas de até 33 anos de reclusão. 

Diário do Nordeste

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