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Operações realizadas pelo PIX já correspondem a 30% do total

A Pesquisa Febraban (Federação Brasileira de Bancos) de tecnologia bancária feita em parceria com a Deloitte. A divulgação foi feita no congresso Ciab de tecnologia bancária, promovido pela federação. Em novembro, quando foi lançado, o Pix representava 7% de todas as transações.Em maio deste ano, as transações com Pix somaram 613,8 milhões, aumento de 22,8% em relação a abril.

Dados do Banco Central divulgados em maio deste ano também já apontavam o Pix como a transação mais popular do país, tendo ultrapassado R$ 1 trilhão em transações até abril. Crescendo mês a mês, foram R$ 307 bilhões em transações via Pix no mês, com 478,6 milhões de operações.

Ainda de acordo com o BC, a maior parte das transações feitas no país são por Pix desde março. Segundo a autarquia, de novembro a maio, o valor médio de um Pix é de R$ 717.


Segundo o gerente-geral de TI do Banco do Brasil e diretor setorial de TI da Febraban, Rodrigo Mulinari, é difícil projetar o tamanho do crescimento do Pix ao longo dos próximos meses.

“A expectativa é que diante da forte adesão que o Pix tem mostrado, ele venha a se tornar o principal meio de pagamento para pessoas físicas e jurídicas no curto ou no médio prazo. O sistema tem uma agenda regulatória extensa que ainda está em construção e novos negócios estão sendo construídos ao redor desse ecossistema”, afirmou o executivo.

Conforme o cronograma do Banco Central, o Pix Saque e o Pix Troco -que possibilitaria o recebimento de troco em dinheiro ou o saque por meio do comércio varejista- e o Agendamento Pix devem ser implementados no terceiro trimestre deste ano. “Esperamos que o varejo embarque nesse produto para oferecer novas funcionalidades a seus clientes. Ainda existe quem viaje de 30km a 40km de uma cidade a outra simplesmente para fazer um saque. Então é importante aproveitar a infraestrutura que já existe para prestar esse serviço adicional”, afirmou o diretor de organização do sistema financeiro e de resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello, em outro painel do Ciab.

Na agenda do quarto trimestre, o BC conta com a implementação do Pix por aproximação, do Pix Offline -que permite fazer ou receber pagamentos e transferências sem conexão com a internet- e o mecanismo especial de devolução que, segundo Pinho de Mello, seria uma ferramenta para evitar fraudes. “Esse mecanismo especial de devolução vai aumentar a rastreabilidade e terá a capacidade de reprimir e dificultar a ação de fraudadores”, disse.


O diretor do BC também afirmou que apesar de não ter uma data específica para a implementação, a autarquia já iniciou as conversas para a introdução do Pix internacional, que permitirá a conexão com sistemas de pagamentos instantâneos de outros países e regiões do mundo.A liquidação não prioritária (uma funcionalidade associada ao pagamento agendado), o Pix garantido (que permitirá o parcelamento de compras) e o débito automático estão na agenda do BC para implementação no sistema de pagamentos instantâneos em 2022.

Outro destaque trazido pela pesquisa foi o aumento das operações digitais. As transações bancárias feitas por dispositivos móveis, como o celular e tablet, totalizaram 52,9 bilhões de operações em 2020. O número recorde é um avanço de 43% em relação ao observado em 2019 e, pela primeira vez na série histórica, representa mais da metade de todas as transações feitas durante o ano.

Ainda segundo o levantamento, 90% de todas as contratações de crédito registradas em 2020 foram feitas por canais digitais. O movimento, que ganhou tração diante da pandemia do coronavírus e do maior uso do mobile e internet banking pelas transações referentes ao auxílio emergencial, também teve outros efeitos na indústria bancária.Segundo a pesquisa da Febraban, operações feitas por meio do internet banking, dos caixas eletrônicos e das agências tiveram redução de 0,1%, 8,8% e 28,3%, respectivamente, em comparação a 2019.

“Há uma mudança no comportamento do cliente e os canais digitais vêm ganhando a preferência. Mas ações mais complexas, que precisam de apoio maior de atendimento, como investimentos, seguros e negociação de dívidas, ainda tendem a acontecer nos espaços físicos. As agências começam a ganhar um papel mais consultivo”, disse Mulinari.

Folha Press

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