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Indivíduo acusado de agredir criança de 04 meses, sofre retaliação em Nova Russas

Há crimes tão brutais, que nem os criminosos que cometem crimes também brutais, aceitam. Foi o que aconteceu nas últimas horas em Nova Russas. Adriano Araújo Maia, 26 anos, foi conduzido a DRPC de Crateús na última terça-feira(12/10/2021), acusado por sua companheira, de haver lesionado seu enteado, uma criança de 04 meses, a chineladas, fato que teria ocorrido no domingo(10/10/2021), na localidade Ema, zona rural de Nova Russas, após uma discussão entre o casal.

Em uma das versões apresentadas a polícia, a mãe da criança, uma mulher de 19 anos, alegou que não socorreu a criança no mesmo dia ao hospital por medo de represálias de Adriano.

Após o quadro da criança se agravar, ela resolveu levar o filho ao hospital de Nova Russas, onde deu entrada em estado grave, com suspeita de fratura no fêmur, transferida pelo Samu a Santa Casa de Sobral, onde segue internada. O Estado de saúde é desconhecido.

No que lhe concerne, após ser localizado e preso pela Polícia Militar de Nova Russas ainda na terça-feira, Adriano foi encaminhado a Delegacia de Crateús, autuado pelo crime de lesão corporal dolosa, sendo liberado, pois, não havia flagrante delito e nem mandado de prisão contra o acusado.

O caso revoltou a população de Nova Russas e região.

Como resultado desta repercussão e aparente impunidade por parte do Estado, entra em cena o poder paralelo.

Na noite desta quarta-feira(13/10/2021), um vídeo com indivíduos desconhecidos, agredindo o acusado, passou a circular nas redes sociais. Vale ressaltar, que no vídeo há alusão a uma facção criminosa atuante no estado do Ceará.

Este é um caminho muito perigoso. A Justiça deve sim, ser feita, mas na Lei. Se partirmo para a justiça com as próprias mãos, ou apoiarmos a justiça com as próprias mãos, estaremos enveredando por um caminho praticamente sem volta e sem conserto.

O caso da agressão desta criança é absurdo, lamentável, que macula a história de Nova Russas, mas jamais devemos apoiar justiça com as próprias mãos.

Justiça não é justiça se não ocorrer nos parâmetros constitucionais. Não pode ser aceitável que um crime justifique outro.

Nos dois casos, cabe as autoridades constituídas do Estado do Ceará, uma resposta a sociedade.

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