DESTAQUESMUNDOVARIEDADES

Cientistas descobrem a maior bactéria do mundo

Os cientistas descobriram a maior bactéria do mundo — sendo grande o suficiente para ser visível a olho nu e com aparência que lembra a de fiozinhos de cabelo branco — em um manguezal em Guadalupe, no Caribe. A informação foi publicada na quinta-feira 23 na revista especializada Science.

Thiomargarita magnifica — uma referência ao seu tamanho excepcional — tem um comprimento médio superior a quase um centímetro. As células da maioria das espécies bacterianas têm cerca de 0,002 milímetros de comprimento.

Ainda segundo os cientistas, a megabactéria pode crescer até dois centímetros. “Para entender o quão gigantesco isso é para uma bactéria, é o mesmo que encontrar um humano tão alto quanto o Monte Everest”, disse o coordenador do estudo Jean-Marie Volland à CNN.

As comparações não param por aí. O estudo apontou que mais de 625 mil bactérias E. coli (do trato gastrointestinal) poderiam caber na superfície de um único da Thiomargarita magnifica.

Essas bactérias gigantes crescem em sedimentos no fundo das águas sulfurosas, onde aproveitam a energia química do enxofre e usam o oxigênio da água ao redor para produzir açúcares, de acordo com Volland.

A descoberta pode revelar informações valiosas sobre o processo que levou ao surgimento de seres vivos mais complicados, como os ancestrais de animais e plantas. Ainda segundo os cientistas, não há motivo para temer qualquer efeito nocivo da megabactéria para a saúde humana.

Pensava-se anteriormente que as bactérias não podiam crescer até um tamanho visível a olho nu devido à forma como interagem com o ambiente e produzem energia.

Mas a T. magnifica tem uma extensa rede de membranas que pode produzir energia para não depender apenas da superfície da bactéria para absorver nutrientes através de sua célula.

Ao contrário da maioria das bactérias, que possuem material genético flutuando livremente dentro de sua única célula, uma célula de T. magnifica tem seu DNA contido em pequenos sacos que possuem uma membrana, chamadas pepinas.

“Esta foi uma descoberta muito interessante que abre novas questões porque não é algo que é classicamente observado em bactérias. Na verdade, é uma característica de células mais complexas, o tipo de células que constituem nossos corpos ou animais e plantas”, disse Volland, em comunicado.

Revista Oeste

Botão Voltar ao topo